A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi cumprida neste sábado (22) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O motivo foi a convocação de uma vigília perto da casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde agosto.
Moraes afirmou que a reunião poderia causar confusão e até ajudar em uma eventual tentativa de fuga. Ele também citou no documento que Alexandre Ramagem, condenado no mesmo processo, deixou o país para evitar a Justiça.
O ministro determinou que a audiência de custódia ocorra neste domingo (23), por videoconferência, na Polícia Federal. Bolsonaro deverá ter atendimento médico disponível durante todo o tempo.
A decisão estabelece que qualquer visita precisa ser autorizada pelo STF, exceto advogados e médicos. A defesa pediu que Bolsonaro fique em prisão domiciliar humanitária, afirmando que ele tem problemas de saúde.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista e já havia descumprido medidas impostas pelo STF.

