O senador Flávio Bolsonaro intensificou o discurso de segurança pública durante agenda política em Curitiba e afirmou que, em apenas dois dias de pré-campanha presidencial, fez mais pelo combate ao crime organizado do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT em duas décadas. A declaração ocorreu após os Estados Unidos anunciarem a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A informação é do portal de notícias do jornal Gazeta do Povo.
Durante evento que marcou o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, Flávio apareceu usando colete à prova de balas e afirmou não temer represálias das facções criminosas. Segundo ele, a decisão do governo de Donald Trump ocorreu após sua visita à Casa Branca, onde teria solicitado que as organizações brasileiras fossem enquadradas como grupos terroristas.
O senador defendeu medidas mais duras contra o crime organizado, incluindo ampliação do sistema prisional, endurecimento das penas e fortalecimento da legislação antifacção. Flávio também acusou o governo federal de ser leniente no enfrentamento das organizações criminosas e afirmou que a eleição de 2026 será marcada pelo debate sobre segurança pública.
Ao lado do presidenciável, Moro relembrou ações adotadas quando comandou o Ministério da Justiça, destacando o isolamento de lideranças do PCC em presídios federais. O ex-juiz citou ainda o plano de atentado investigado pela Polícia Federal em 2023 e afirmou que o enfrentamento direto às facções exige medidas firmes do Estado.
A estratégia ocorre em um momento em que a segurança pública ganha peso no cenário eleitoral. Levantamento divulgado neste mês pela CNN/Futura Apex apontou Flávio com 31,2% das citações entre os eleitores que o consideram o nome mais preparado para lidar com a área, contra 29% atribuídos a Lula.
Nos bastidores da disputa presidencial, analistas avaliam que a decisão dos Estados Unidos recolocou o tema da segurança no centro do debate político e fortaleceu o discurso da oposição, que busca explorar o avanço das facções criminosas como uma das principais fragilidades do governo federa

