A COP30, realizada em Belém, chega às últimas horas sem acordo sobre o texto final da conferência. O prazo oficial termina às 23h59 desta sexta-feira, mas as negociações podem avançar pela madrugada ou até continuar neste sábado.
Os rascunhos divulgados pela presidência do evento receberam críticas de representantes da sociedade civil. O principal ponto de conflito é a falta de proposta para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Esses combustíveis são os maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa.
O governo brasileiro defendia a inclusão de um cronograma para essa transição. Vários grupos, como União Europeia, nações insulares e países da América do Sul, pediram revisão imediata do texto.
Entidades ambientais afirmam que a ausência do tema deixa o documento fraco. Cientistas também divulgaram carta alertando que a temperatura média global pode subir além de 2ºC se o mundo não reduzir emissões.
Apesar das divergências, houve avanços em temas de adaptação climática. A presidência apresentou uma lista com 59 indicadores para tornar comunidades mais resilientes a eventos extremos. Também foram discutidos mecanismos internacionais de apoio a transições justas e ao financiamento climático.
Ao longo do dia, o presidente da COP30 e o secretário-geral da ONU pediram consenso. As discussões continuam entre blocos como União Europeia, países árabes, bloco China+77, Grupo Africano e outros.
A expectativa é que um acordo seja alcançado ainda durante este fim de semana.

