O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é usado para calcular o aumento do aluguel, registrou uma queda de 0,73% em fevereiro. Esse resultado muda o que aconteceu em janeiro, quando o índice tinha subido. Agora, no acumulado do ano, o índice marca uma queda de 0,32% e, nos últimos 12 meses, a redução chega a 2,67%. No mesmo mês do ano passado, o índice tinha subido bastante.
Os números foram apresentados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas.
Em fevereiro, o índice que mede os preços cobrados pelos produtores também caiu 1,18%, mudando o caminho de alta que vinha seguindo no mês anterior.
Já o índice que mede o preço para o consumidor final ficou em 0,30% em fevereiro, um número menor do que o de janeiro. De acordo com a fundação, cinco tipos de gastos ficaram mais baratos ou subiram menos: comida, saúde, educação, transportes e roupas. Por outro lado, os gastos com moradia, despesas variadas e contas de telefone e internet tiveram pequenos aumentos.
O custo da construção civil subiu 0,34% em fevereiro, o que mostra que o aumento foi mais devagar do que no mês passado. Os gastos com materiais e equipamentos e com o pagamento de trabalhadores subiram menos, enquanto o preço dos serviços teve uma pequena alta.
Segundo o economista da Fundação Getulio Vargas, André Braz, o índice caiu forte porque os preços de produtos importantes diminuíram. No período, os preços do minério de ferro, da soja e do café tiveram quedas grandes. Os outros custos que fazem parte do cálculo também avançaram de forma mais lenta.
No comércio, os preços subiram menos porque as mensalidades das escolas não aumentaram tanto quanto antes. Na construção, o valor pago aos trabalhadores também parou de subir com tanta força, afirma o economista André Braz.

