O Brasil está envelhecendo em ritmo acelerado e isso também muda o que deve ir ao prato. Segundo o IBGE, o país já tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que cresce a cada ano.
Com esse envelhecimento, aumentam também os desafios para a saúde pública. Um dos principais é a alimentação adequada para quem passa dos 40 anos.
Nessa fase da vida, o metabolismo tende a ficar mais lento, a massa muscular começa a diminuir e o risco de doenças metabólicas cresce. Entre elas estão diabetes tipo 2, hipertensão e resistência à insulina.
De acordo com o nutricionista Ronan Nakau, de Rio Preto, muitas pessoas mantêm os mesmos hábitos alimentares da juventude e acabam sofrendo as consequências mais tarde. Segundo ele, muita gente continua comendo aos 40 ou 50 anos como se tivesse 20, mesmo com as mudanças do corpo e das necessidades nutricionais.
Uma das principais preocupações é a sarcopenia, condição marcada pela perda progressiva de massa muscular com o avanço da idade. Para o nutricionista, a alimentação tem papel central na prevenção desse problema.
Ronan Nakau afirma que, depois dos 40 anos, é fundamental aumentar a atenção à ingestão de proteínas, manter uma boa qualidade alimentar e associar isso à prática de atividade física. Segundo ele, a perda de massa muscular não é inevitável, mas exige cuidado.
O especialista também orienta reduzir alimentos ultraprocessados e priorizar refeições equilibradas. Ele defende mais alimentos naturais, mais fibras, boas fontes de proteína e controle no consumo de açúcar e produtos industrializados.
Para o nutricionista, a alimentação após os 40 anos não deve ser vista apenas como restrição, mas como uma estratégia de prevenção. Segundo ele, a nutrição nessa fase da vida tem papel importante na manutenção da autonomia, da energia e da qualidade de vida no envelhecimento.
Com o crescimento da população mais velha no país, especialistas defendem que discutir alimentação adequada para cada fase da vida será cada vez mais necessário.

