A Suprema Corte da Bolívia ordenou nesta quarta-feira a libertação imediata da ex-presidente Jeanine Áñez, que estava presa desde março de 2021. Ela havia sido condenada em 2022 a 10 anos de detenção por suposta violação de normas constitucionais durante seu governo interino em 2019.
Anheis passou 20 meses em prisão preventiva antes da condenação, relacionada à repressão de protestos em que 22 civis foram mortos. A ex-presidente sempre negou as acusações.
O tribunal anulou os processos criminais comuns contra Áñez e determinou que ela seja julgada em um processo especial, reservado a ex-chefes de Estado. A decisão permite que ela se defenda dentro desse novo julgamento.
A libertação ocorre semanas após as eleições bolivianas de outubro, que resultaram em derrota histórica para o partido governista Movimento ao Socialismo, que anteriormente acusava Jeanine Áñez de ter liderado um golpe em 2019 para assumir o poder.

