“Não existe só um carnaval. O nome deveria ser carnavais”. A afirmação é da professora da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Ana Beatriz Dias, especialista em comportamento humano.
Para ela, a festa tem diferentes formas e sentidos. Pode ser desfile no Sambódromo, bloco de rua, show de rock ou tradições regionais, como os bonecos de Olinda.
Ana Beatriz explica que o ato de desfilar vem da antiguidade e sempre esteve ligado a celebrações e rituais. Com o tempo, o sagrado e o religioso foram se misturando à cultura popular, dando espaço ao corpo, à dança e à liberdade.
“O carnaval pode renovar o pertencimento ao grupo e reduzir o sentimento de isolamento”, afirmou. Para a teóloga, a festa também é um momento de reorganizar emoções e fortalecer laços sociais.

