O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma lei que determina a divulgação de documentos sobre a investigação do agressor sexual Jeffrey Epstein. A medida obriga o Departamento de Justiça a liberar os arquivos do caso, que são aguardados por opositores de Trump e também por parte de sua própria base, que cobra mais transparência.
Os documentos podem trazer novos detalhes sobre as atividades de Epstein, que conviveu com Trump e outras figuras influentes antes de ser condenado, em 2008, por crimes ligados à prostituição infantil. Epstein morreu em 2019, em uma prisão de Nova York, em caso registrado como suicídio, enquanto respondia por tráfico sexual.
Segundo a reportagem, o escândalo tem sido um problema político para Trump. Ele mesmo ajudou a ampliar teorias da conspiração sobre o caso entre seus apoiadores. Muitas pessoas acreditam que o governo esconde informações sobre clientes e aliados de Epstein.
Trump, até pouco tempo, orientava parlamentares republicanos a se oporem à liberação dos arquivos. Ele dizia que a divulgação de documentos internos de investigação poderia criar um precedente perigoso para a Presidência. Porém, o presidente mudou de posição quando ficou claro que o projeto tinha apoio suficiente para ser aprovado com ou sem sua concordância.
Após sancionar a lei, Trump comemorou em uma rede social e afirmou que a divulgação ajudará a expor “a verdade sobre certos democratas e suas associações com Jeffrey Epstein”.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que o Departamento de Justiça vai divulgar o material em até 30 dias, como manda a nova lei. No entanto, a liberação não será total: a norma permite que sejam mantidas em sigilo informações pessoais de vítimas e dados que possam prejudicar investigações em andamento.
Pesquisas recentes mostram que a maioria dos norte-americanos desconfia da forma como o governo lida com o caso Epstein e acredita que ainda há informações escondidas sobre o tema.
