O governo da Venezuela afirmou que já libertou 400 pessoas consideradas presas políticas pela oposição. A informação foi divulgada na noite de terça-feira (13) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Segundo ele, parte das libertações ocorreu em dezembro de 2024 e o restante após um episódio que o governo classifica como invasão militar dos Estados Unidos, quando o presidente Nicolás Maduro teria sido sequestrado. Rodríguez afirmou que as solturas fazem parte de um processo para reduzir a tensão política no país.
O dirigente negou que os libertados sejam presos políticos e disse que se tratam de pessoas que cometeram crimes contra a lei e a Constituição venezuelana, como incitação à violência e pedidos de intervenção estrangeira. Ainda assim, prometeu divulgar a lista com os nomes das pessoas libertadas.
Organizações de direitos humanos e parlamentares da oposição contestam os números apresentados pelo governo. O deputado oposicionista Luis Florido afirmou que aguarda a divulgação oficial da lista para confirmar as informações e ressaltou que muitas pessoas seguem presas.
A ONG Foro Penal estima que apenas 116 presos tenham sido libertados, o que representaria cerca de 10% dos aproximadamente 800 presos políticos que a entidade afirma existir no país. Já o Observatório Venezuelano de Prisioneiros fala em 80 libertações confirmadas até a manhã desta quarta-feira (14).
As organizações também denunciam a falta de transparência e relatam que familiares continuam dormindo do lado de fora de presídios à espera de novas solturas. Entre os libertados está o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, preso após contestar a reeleição de Maduro em 2024.

