Um levantamento realizado pelo SeMAE Rio Preto comparou as tarifas de água e esgoto entre os 10 municípios mais bem colocados no Ranking do Saneamento de 2025. O estudo revelou que São José do Rio Preto pratica o menor valor entre as cidades consideradas referência nacional no setor.
A tarifa residencial em Rio Preto é de R$ 86,10 para o consumo de 15 metros cúbicos (m³). Entre os municípios analisados, o maior valor é o de Campinas, que cobra R$ 230,39 para o mesmo consumo, o que representa 167% a mais que o valor praticado em Rio Preto.
As cidades avaliadas no estudo foram, por ordem no ranking: Campinas, Limeira, Niterói, São José do Rio Preto, Franca, Aparecida de Goiânia, Goiânia, Santos, Uberaba e Foz do Iguaçu.
O prefeito Fábio Candido afirmou que o município oferece uma das melhores águas tratadas do país com tarifa inferior à maioria das cidades brasileiras. Segundo ele, quando feita a média das tarifas analisadas, o morador de Rio Preto paga quase metade do valor cobrado nas demais cidades.
O prefeito também destacou que as menores tarifas não se limitam à categoria residencial. Segundo ele, os valores mais baixos também são praticados nas categorias comercial, industrial, pública e social.
Na categoria comercial, industrial e pública, o valor cobrado pelo SeMAE é de R$ 133,60 para o consumo de 15 m³. Em outras cidades, os valores são bem superiores. Em Niterói, por exemplo, a tarifa comercial chega a R$ 593,65 e a industrial a R$ 797,18. Em Campinas, a tarifa comercial é de R$ 451,84.
O superintendente do SeMAE, Rodrigo Carmona, afirmou que uma gestão eficiente impacta diretamente no valor pago pelo consumidor. Segundo ele, o controle de perdas físicas, como vazamentos, e aparentes, como fraudes, evita desperdícios de produtos químicos e energia elétrica, que encarecem o sistema.
Carmona explicou ainda que o planejamento estratégico de investimentos e a manutenção preventiva ajudam a manter a tarifa baixa e justa para a população.
De acordo com o estudo, a média da tarifa residencial entre as 10 cidades é de R$ 158,12. Em Rio Preto, o valor é 45% menor que essa média. Na categoria comercial, a média é de R$ 332,97 e, na industrial, de R$ 340,13, enquanto em Rio Preto o valor é de R$ 133,60.
O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 28 de fevereiro pela equipe técnica comercial do SeMAE. Foram analisadas as tarifas das categorias residencial, comercial, industrial, pública e social (A e B), considerando o consumo de 15 m³ e a data de vigência de cada cidade.
O estudo envolveu os seguintes prestadores de serviço: Sanasa (Campinas), BRK (Limeira), Águas de Niterói, SeMAE (Rio Preto), Sabesp OF (Franca), Saneago (Aparecida de Goiânia e Goiânia), Sabesp OX (Santos), Codau (Uberaba) e Sanepar (Foz do Iguaçu).
Outro destaque é a política de Tarifa Social do SeMAE. A autarquia oferece a Tarifa Social A por R$ 23,30 e a Social B por R$ 43,10, para consumo de 15 m³. A média social entre as demais cidades líderes é de R$ 54,74.
