Rio Preto foi citada como exemplo de boas práticas durante o III Congresso Internacional de Resiliência Climática – El Niño 2026/2027, realizado em 15 de outubro, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro reuniu profissionais e representantes de municípios e órgãos estaduais para compartilhar experiências e aprimorar estratégias de prevenção e resposta a desastres.
A participação da Defesa Civil de Rio Preto permitiu acompanhar iniciativas, trocar conhecimentos técnicos e discutir medidas para reduzir riscos e proteger a população diante de fenômenos climáticos extremos.
Para o diretor da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil do município, coronel Ivair da Silva, o reconhecimento reforça a importância do planejamento e da integração entre os órgãos públicos. Segundo ele, a capacitação das equipes e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir riscos e proteger vidas.
Um dos principais temas do congresso foi o lançamento da Operação El Niño 2026/2027, dentro da estratégia estadual São Paulo Sempre Alerta. A iniciativa prevê ações de preparação para períodos de chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos.
A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, por meio do Centro de Gerenciamento de Emergências, disponibiliza boletins para acompanhar as condições meteorológicas e identificar riscos relacionados a temporais, ondas de calor, estiagens e incêndios florestais.
Para Rio Preto, a integração com o sistema estadual contribui para o acompanhamento dos alertas e o planejamento de ações preventivas, especialmente em períodos de baixa umidade, queimadas e chuvas intensas.
Durante o evento, também foi anunciado um plano de R$ 29 bilhões em investimentos até 2029 para enfrentar desafios climáticos. A participação no congresso permite que o município acompanhe programas e oportunidades de apoio para fortalecer sua estrutura de prevenção e resposta a desastres.
O encontro destacou ainda a importância da atuação conjunta da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, das forças policiais e dos órgãos ambientais. A integração entre essas instituições ajuda a aprimorar os planos de contingência, agilizar a comunicação e organizar a resposta a emergências.
Com mais de mil participantes e representantes de 200 municípios, o congresso também discutiu tecnologias de monitoramento, previsão meteorológica e classificação de alertas. A troca de experiências busca ampliar a capacidade das cidades de antecipar riscos e enfrentar eventos climáticos extremos.

