O presidente da Câmara Municipal de Olímpia, vereador Flávio Augusto Olmos (PP), foi preso nesta quinta-feira (15), em mais um desdobramento da investigação sobre uma suposta prática de rachadinha no Legislativo municipal. Segundo informações iniciais, ele deverá ser apresentado à Delegacia Seccional de Barretos. Até o momento, porém, não há comunicado oficial das autoridades.

A investigação apura denúncias de que servidores ligados ao gabinete do vereador teriam sido solicitados ou pressionados a devolver parte dos salários. A prática conhecida como rachadinha consiste, em linhas gerais, na devolução de parcelas da remuneração de funcionários públicos a agentes políticos ou a pessoas indicadas por eles. As acusações ainda precisam ser comprovadas pelas autoridades.
O caso ganhou força após denúncias apresentadas pelo vereador Otávio Hial. Em julho e agosto, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara ouviu o denunciante, Flávio Olmos, servidores e outras testemunhas, além de analisar documentos relacionados às acusações.
Em 18 de agosto, a Comissão de Ética concluiu, por dois votos a um, pela improcedência da denúncia na esfera político-administrativa, por considerar insuficientes as provas para responsabilizar Olmos. O relator, vereador Gustavo Pimenta, apresentou posição contrária à conclusão majoritária. O resultado, entretanto, não encerrou as investigações criminais.
Durante a apuração interna, foram examinados extratos e movimentações bancárias, fotografias de dinheiro, conversas por aplicativos, áudios, documentos e depoimentos. Segundo o relato publicado pelo portal Olímpia Agora sobre a conclusão da comissão, os elementos reunidos não teriam demonstrado vínculo suficiente entre os valores identificados e o presidente da Câmara. A investigação criminal, por sua vez, segue independente do procedimento interno do Legislativo.
A eventual prisão representa um novo desdobramento de um caso que já provocou repercussão política no município. Caso confirmada oficialmente, será necessário esclarecer quais são os fundamentos da medida, se ela é temporária ou preventiva e quais fatos específicos são atribuídos ao vereador nesta fase da investigação.
A Câmara Municipal de Olímpia ainda não havia divulgado, nas informações oficiais localizadas, manifestação sobre a suposta prisão. O portal institucional continuava apresentando Olmos como presidente da Casa, e as notícias disponíveis não traziam confirmação do novo desdobramento.
Até que as autoridades apresentem informações formais, a prisão deve ser tratada como notícia ainda não confirmada oficialmente. Flávio Olmos tem direito à presunção de inocência e à ampla defesa. A conclusão da investigação e a eventual responsabilização criminal dependem da análise das provas pelas autoridades competentes e do devido processo legal.
Os servidores presos

Camila Gorita

Luma Oliveira Torres

Publicitário Renan Balatori, servidor
Nota oficial da Câmara Municipal de Olímpia
Na condição de vice-presidente da Câmara Municipal de Olímpia, manifesto respeito ao trabalho das autoridades responsáveis pela operação realizada nesta quinta-feira, 15 de outubro.
Em razão do sigilo das investigações, a Câmara Municipal não emitirá comentários sobre os fatos em apuração, e estará sempre à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos e colaborar com o que for necessário.
Marcelo da Branca (Republicanos)
Vice-presidente da Câmara Municipal de Olímpia”

