O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, afirmou que a nova fase da Operação Sem Desconto atingiu o “núcleo principal” das fraudes que permitiram descontos ilegais nas aposentadorias e pensões de milhões de beneficiários.
Entre os presos está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, que já havia sido afastado após suspeitas de participação no esquema. Segundo a investigação, o escritório de advocacia do filho do ex-diretor André Fidelis recebeu R$ 5,1 milhões ligados às fraudes.
A operação também alcançou o ex-ministro José Carlos Oliveira, o deputado federal Euclydes Pettersen Neto e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo.
Viana disse que há parlamentares envolvidos que ainda prestarão depoimentos ao STF. Ele explicou que o esquema era dividido em três níveis: políticos que davam apoio, servidores que operacionalizavam a fraude e operadores responsáveis pelos saques.

