A Prefeitura prepara uma nova licitação para os serviços de coleta e gestão de resíduos sólidos no município, com aumento nos custos e mudanças no modelo de operação.
O novo contrato pode chegar a R$ 8.864.516,96 por mês, totalizando até R$ 106.374.203,52 por ano. Atualmente, o serviço custa cerca de R$ 6 milhões mensais.
O custo por tonelada também deve subir, passando de R$ 462,78 para R$ 631,10.
O prazo para entrega das propostas vai até o dia 30 de abril, com disputa de lances marcada para 6 de maio. O contrato atual vence em 17 de junho de 2026.
Entre as mudanças, está a retirada da varrição manual do edital, que será tratada em uma licitação separada da Secretaria do Meio Ambiente.
O novo modelo prevê a ampliação da coleta mecanizada, com uso de contêineres e caminhões automatizados. Estão previstos 200 contêineres metálicos de 200 a 300 litros, 400 unidades de 1.000 a 1.200 litros e 280 contêineres de grande porte, com capacidade mínima de 3.000 litros.
A meta é que pelo menos 30% dos resíduos sejam reciclados, enquanto no máximo 70% poderão ser destinados a aterros.
A estimativa é de coleta de 15 mil toneladas de lixo por mês, o que representa aumento de cerca de 15% na capacidade operacional.
A coleta será diária na região central e realizada três vezes por semana nos bairros, distritos e zona rural.
A empresa vencedora deverá apresentar autorização para uso de aterro licenciado, mesmo que não seja proprietária do local.
Entre os custos mensais estimados estão R$ 4,7 milhões para coleta domiciliar, R$ 2,1 milhões para transporte e destinação final, R$ 1,7 milhão para processamento de resíduos, R$ 136 mil para coleta mecanizada e R$ 132 mil para manutenção de aterro desativado.
A gestão municipal reafirmou que não haverá cobrança de taxa de lixo para os moradores, mantendo o modelo de tarifa zero.
Segundo o Semae, o aumento dos custos está ligado ao crescimento da cidade, expansão territorial e exigências ambientais.

