O diretor e ator Dennis Carvalho morreu neste sábado (28), aos 78 anos. Ele estava internado no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, a pedido da família.
Dennis Carvalho nasceu em São Paulo, em 1947. Ele deixa três filhos: Leonardo, fruto do relacionamento com a atriz Christiane Torloni; Tainá, com a atriz Monique Alves; e Luíza, com a atriz Deborah Evelyn. Ao longo da vida, foi casado com Bete Mendes, Tássia Camargo e Ângela Figueiredo. Também enfrentou uma tragédia familiar ao perder o filho Guilherme, gêmeo de Leonardo, em um acidente ocorrido em 1991.
A carreira começou cedo. Aos 11 anos, participou de testes para a novela Oliver Twist, na TV Tupi. Antes de se firmar como ator, trabalhou como dublador, dando voz ao personagem cabo Rusty na série Rin-tin-tin. Como ator, participou de novelas como Ídolo de Pano, Pecado Capital e O Beijo do Vampiro.
Dennis estreou como diretor em 1977, na novela Sem Lenço, Sem Documento. Ao longo da trajetória, dirigiu mais de 40 produções na TV Globo. Formou uma parceria conhecida com o autor Gilberto Braga, que resultou em novelas como Dancin’ Days, de 1978, marco da era das discotecas, e Vale Tudo, de 1988, onde dirigiu a cena que ficou marcada pela pergunta “Quem matou Odete Roitman?”. Também trabalhou em Celebridade, em 2003, e Paraíso Tropical, em 2007.
Ele dirigiu ainda a minissérie Anos Rebeldes, exibida em 1992, que retratou a resistência à ditadura militar e teve influência no movimento dos caras-pintadas durante o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor. Entre outros trabalhos, comandou o programa humorístico Sai de Baixo e a novela Lado a Lado, que venceu o Emmy Internacional. Seu último trabalho foi a direção do Show 60 Anos da Globo, exibido em abril de 2025.
No cinema, participou de filmes como A Partilha e Se Eu Fosse Você. No teatro, integrou o elenco do musical Hair, em 1970.
Na vida pessoal, era fumante e enfrentou dificuldades para abandonar o tabagismo, mas conseguiu superar o uso de drogas ilícitas no passado. Também enfrentou denúncias de assédio sexual ao longo da carreira. Foi inocentado em um caso de 2010, envolvendo Nil Gomes, e citado em um relato de 2021 feito pelo autor Tiago Santiago.

