Um grupo internacional de direitos humanos pediu à WTA, entidade responsável pelo circuito profissional feminino de tênis, que revogue os testes de gênero previstos em sua política de elegibilidade para competições femininas.
A manifestação ocorre em meio à discussão sobre os critérios utilizados para definir a participação de atletas no tênis feminino. A organização de direitos humanos questiona a adoção de procedimentos que possam exigir avaliações relacionadas às características sexuais das jogadoras.
O pedido envolve a política anunciada pela WTA para estabelecer critérios de participação nas competições femininas. A discussão ganhou espaço no esporte internacional após entidades esportivas ampliarem regras específicas para atletas que passaram por determinadas condições relacionadas ao desenvolvimento sexual ou à transição de gênero.
A entidade de direitos humanos sustenta que os testes podem representar uma forma de tratamento discriminatório e pede que a WTA reveja os procedimentos adotados.
A questão envolve também o debate sobre como as organizações esportivas devem conciliar critérios de elegibilidade, competição e direitos individuais. Diferentes modalidades internacionais têm adotado regras próprias para estabelecer quem pode competir nas categorias femininas.
A WTA ainda é responsável pela organização do circuito profissional feminino e pelos torneios que integram o calendário internacional da modalidade. A definição das regras de participação tem impacto sobre atletas, federações nacionais e competições profissionais.
O pedido do grupo ocorre enquanto entidades esportivas discutem critérios relacionados a sexo, gênero e características biológicas nas competições de alto rendimento.

