O Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, reabre parcialmente nesta quinta-feira (13) com a exposição Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo. A mostra foi criada em parceria com museus dos Estados Unidos, África do Sul, Senegal, Inglaterra e Bélgica.
A exposição apresenta objetos, imagens e filmes que contam a história da escravidão atlântica e sua relação com o presente. Segundo a curadora Keila Grinberg, a ideia é mostrar que a escravidão foi global e que seus efeitos ainda podem ser vistos hoje, principalmente no racismo.
A mostra reúne cerca de 100 objetos, 250 imagens e dez filmes divididos em seis partes. Entre eles estão peças religiosas, instrumentos musicais e documentos históricos. A exposição fica aberta até 1º de março de 2026, com entrada gratuita.
O Arquivo Nacional também exibirá a mostra Senhora Liberdade, sobre dez mulheres escravizadas que entraram na Justiça no século 19. Além disso, o Instituto Pretos Novos receberá a exposição Conversas inacabadas, que discute racismo e memória.
Para a curadora, é simbólico que o Brasil seja o primeiro país a receber a mostra, já que foi o destino de quase metade dos africanos escravizados trazidos ao continente.

