O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o país vai impor ao Irã “as sanções mais severas da história”. Segundo ele, a pressão econômica pode reduzir a necessidade de novas operações militares de grande porte.
A declaração foi feita após o presidente Donald Trump ameaçar promover uma “guerra econômica” contra o Irã e advertir países que ofereçam apoio ao governo iraniano. Bessent afirmou que os detalhes do novo pacote de sanções serão apresentados na próxima semana.
As ameaças ocorrem em meio a um conflito que já dura quase seis meses e envolve países do Golfo. O confronto afetou o mercado internacional de petróleo e provocou restrições no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado antes do início da guerra.
Estados Unidos e Irã anunciaram acordos de cessar-fogo em abril e junho, mas as duas iniciativas fracassaram. O governo norte-americano também mantém pressão sobre o Irã por meio de medidas econômicas e de um bloqueio naval que havia sido imposto em abril e suspenso por um mês a partir de meados de junho.
O governo iraniano condenou as sanções e classificou as medidas norte-americanas como “terrorismo econômico”. O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que as ações não alterariam a posição do governo em defesa da independência e da soberania nacional.
A China também criticou a estratégia dos Estados Unidos. O país asiático compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, segundo dados de 2025 da consultoria Kpler. A embaixada chinesa em Washington afirmou que sanções e pressão não ajudam a resolver o conflito e defendeu negociações políticas e diplomáticas.
Trump afirmou que instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais de países que ofereçam apoio considerado vital ao Irã poderão sofrer consequências econômicas. O governo norte-americano ainda não detalhou quais medidas serão adotadas.

