O câncer de intestino tem sido diagnosticado com maior frequência em adultos com menos de 50 anos, cenário que preocupa especialistas e reforça a necessidade de investigar sintomas persistentes, mesmo em pacientes mais jovens.
De acordo com o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de Rio Preto, a idade não deve ser um fator para descartar a possibilidade da doença.
“Ser jovem não elimina a possibilidade de um câncer de intestino. Sangramento nas fezes, anemia sem explicação e alterações intestinais que persistem precisam ser investigados”, afirma.
Também conhecido como câncer colorretal, o tumor atinge principalmente o cólon e o reto. Em muitos casos, a doença se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões que podem evoluir para um tumor maligno ao longo do tempo.
Entre os principais sinais de alerta estão sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente, cansaço e anemia. Como esses sintomas também podem estar relacionados a problemas menos graves, o diagnóstico costuma ser adiado.
A colonoscopia é considerada o principal exame para detectar alterações no intestino e permite a retirada de pólipos antes que evoluam para câncer. Quando a doença é identificada nas fases iniciais, as possibilidades de tratamento e cura aumentam significativamente.
“Não é para transformar qualquer sintoma em suspeita de câncer. É para não deixar um sinal persistente sem investigação. Diagnóstico precoce faz muita diferença no tratamento”, ressalta Carvalho.
Histórico familiar, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alimentação rica em carnes processadas e produtos ultraprocessados estão entre os fatores associados ao aumento do risco da doença. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e acompanhamento médico fazem parte das principais medidas de prevenção.

