Um estudo da Fiocruz mostrou que gestantes que vivem em municípios mais vulneráveis têm até 68% mais risco de perder o bebê durante a gestação ou no parto. A pesquisa analisou dados de 2000 a 2018 e comparou a natimortalidade com o nível socioeconômico das cidades.
Os municípios mais pobres registraram taxa de 11,8 natimortos por mil nascimentos, enquanto os mais estruturados tiveram taxa de 7,5. Para os pesquisadores, a dificuldade de acesso a serviços de saúde, longas distâncias e baixa qualidade do atendimento explicam parte da diferença.
A Fiocruz defende políticas específicas para melhorar o pré-natal e o parto nas regiões mais afetadas.

