A eleição presidencial do Chile, realizada neste domingo (16), terminou com a definição de segundo turno entre a candidata de esquerda Jeanette Jara e o candidato da direita radical José Antonio Kast.
Jeanette Jara ficou em primeiro lugar com 26,8% dos votos. Kast ficou em segundo, com 23,9%. A participação foi de 85%, uma das maiores já registradas no país.
Jara, ex-ministra do governo Gabriel Boric, é a primeira candidata comunista a chegar tão longe em uma disputa presidencial no Chile. Ela disse que vai buscar dialogar com os eleitores que votaram em outros candidatos e que o país precisa superar o medo e a divisão.
A surpresa da eleição foi Franco Parisi, da direita populista, que ficou em terceiro lugar com 19,5%. Seus eleitores podem ser decisivos no segundo turno.
O segundo colado fez campanha com foco na segurança pública e na migração irregular. Ele evita falar sobre posições ultraconservadoras e sua defesa histórica da ditadura de Pinochet, tema que divide o eleitorado.
Kast já recebeu apoio de outros candidatos da direita. Esta é a terceira vez que ele tenta chegar à presidência. Em 2021, perdeu para Boric.
Além da eleição presidencial, o Chile também votou para renovar parte do Congresso. Os aliados de Kast tiveram avanço nas duas casas, o que pode dar força política a um eventual governo de direita radical.

