Países da América Latina se manifestaram neste sábado (3), sobre o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. As reações mostram posições diferentes na região, com apelos pela paz, defesa da soberania e também apoio à ação norte-americana.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que o país defende a preservação da paz regional. Ele pediu que as partes evitem ações que aumentem o confronto e priorizem o diálogo e a diplomacia. Petro disse que a Colômbia respeita a soberania dos países e rejeita ações militares que coloquem civis em risco. Também informou que medidas foram adotadas para proteger a população na fronteira com a Venezuela.
No Chile, o presidente Gabriel Boric declarou que a crise venezuelana deve ser resolvida de forma pacífica. Ele defendeu o multilateralismo e disse que o Chile é contra o uso da força, a interferência externa e qualquer violação à integridade territorial de outros países.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também condenou o ataque. Ela citou a Carta da Organização das Nações Unidas e afirmou que os países devem evitar o uso da força contra a soberania e a independência de outros Estados.
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, adotou posição oposta. Em nota oficial, ele comemorou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e classificou o governo da Venezuela como inimigo da liberdade no continente.
A Bolívia, por sua vez, divulgou nota afirmando apoio ao povo venezuelano e defendeu o início de uma transição democrática. O governo boliviano classificou a Venezuela como um narcoestado e disse que é necessário desmontar estruturas de repressão e corrupção.
O ataque dos Estados Unidos marca mais um episódio de intervenção direta na América Latina. A última invasão militar norte-americana na região havia ocorrido em 1989, no Panamá. O caso aumentou a tensão política e diplomática no continente e segue gerando repercussão internacional.
