O Corinthians vive um dos momentos mais delicados da temporada. No domingo, o time perdeu de virada por 2 a 1 para a Chapecoense, lanterna do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena, e chegou à quarta derrota consecutiva na competição. Com 32 pontos, o Corinthians ocupa a 11ª posição e vê a distância para a zona de rebaixamento diminuir.
O resultado foi ainda mais negativo porque o time saiu na frente logo aos dois minutos, com Matheus Bidu. O Corinthians teve oportunidades para ampliar, mas não aproveitou. Aos 40 minutos, Marcinho empatou para a Chapecoense. No segundo tempo, o mesmo jogador marcou novamente e garantiu a virada da equipe catarinense.
A derrota aumentou a cobrança da torcida, que protestou nas arquibancadas da Neo Química Arena. Mais de 44 mil torcedores acompanharam a partida. O zagueiro Gustavo Henrique reconheceu o momento ruim e afirmou que os protestos são compreensíveis. Segundo ele, o time precisa “virar a chave” para o próximo compromisso.
A situação também coloca Fernando Diniz sob pressão. O treinador enfrenta dificuldades para fazer a equipe reagir no Brasileirão, principalmente na criação das jogadas e na organização defensiva. A ausência de Yuri Alberto é outro problema. Desde a lesão do atacante, o aproveitamento do Corinthians caiu, e a equipe passou a depender ainda mais de Memphis Depay e Rodrigo Garro para criar as jogadas ofensivas.
Fora de campo, o clube também convive com problemas financeiros e atrasos salariais. Memphis Depay cobrou uma reação do elenco depois da derrota para a Chapecoense e afirmou que os jogadores precisam assumir a responsabilidade pelo momento vivido pelo Corinthians.
Agora, o Corinthians muda o foco para a Libertadores. Na quarta-feira, dia 9, enfrenta o Estudiantes, na Argentina, pelo primeiro jogo das quartas de final. O confronto ganhou importância ainda maior diante da sequência negativa no Campeonato Brasileiro.
Depois, o time volta a jogar pelo Brasileirão contra o Flamengo, no domingo, dia 13. Em seguida, recebe novamente o Estudiantes, no dia 16, pelo segundo jogo das quartas de final da Libertadores.
A próxima semana será decisiva para o Corinthians. Uma boa campanha na Libertadores pode aliviar a pressão, mas uma nova sequência de resultados negativos pode aprofundar a crise e aumentar a cobrança sobre jogadores, comissão técnica e direção.

