Diversos coletivos e organizações promoveram neste sábado (6), em São Paulo, a 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. O ato reuniu participantes para denunciar casos de lesbofobia, bifobia e violência de gênero, além de defender políticas públicas voltadas à proteção dessa população.
Um dos principais temas da mobilização foi a lembrança dos dez anos do assassinato de Luana Barbosa dos Reis, mulher negra, lésbica e moradora da periferia de Ribeirão Preto, que morreu após uma abordagem policial em 2016. Familiares e movimentos sociais continuam cobrando responsabilização dos envolvidos no caso.
Durante o evento, lideranças também alertaram para o crescimento do preconceito e das agressões contra mulheres lésbicas e bissexuais. Dados do LesboCenso apontam que discriminação em espaços públicos, violência verbal, invisibilidade dos relacionamentos, isolamento social, assédio sexual e até estupro corretivo continuam entre os problemas enfrentados por esse público.
Participantes compartilharam experiências pessoais sobre dificuldades vividas dentro da família, na escola e até em serviços de saúde. Muitas relataram que o preconceito ainda dificulta o acesso à informação e ao atendimento adequado, reforçando a necessidade de ampliar o acolhimento e o respeito à diversidade.

