Parlamentares da base do governo apresentaram um relatório alternativo à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pedindo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento contesta o parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) e aponta Bolsonaro como responsável por uma suposta organização criminosa ligada a fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas.
O relatório também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao todo, são 130 pedidos de indiciamento e 71 encaminhamentos à Polícia Federal para aprofundamento das investigações, envolvendo 62 pessoas físicas e 9 jurídicas.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que mudanças feitas em 2019 permitiram que entidades realizassem descontos indevidos nos benefícios.
Segundo ele, as conclusões são baseadas em provas e documentos, e não têm motivação política.
O relatório também recomenda medidas legislativas para proteger aposentados, combater práticas abusivas e ampliar a segurança de dados.
A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que o documento tenta desviar o foco de outras questões. A defesa de Jair Bolsonaro foi procurada e pode se manifestar.

