O caso das oliveiras centenárias apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rio Preto teve um desfecho nesta terça-feira (11). Após análise técnica realizada por órgãos sanitários e ambientais, foi constatado que a região não possui estrutura adequada para manter e preservar as árvores com segurança.
Sem equipe especializada capaz de emitir um laudo conclusivo sobre o risco fitossanitário das plantas, as autoridades decidiram liberar a carga ao motorista, que seguirá viagem até o destino originalmente informado. O caso, no entanto, continuará sob investigação administrativa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), conforme os procedimentos legais.
A legislação sanitária brasileira exige que qualquer espécie viva trazida do exterior tenha um atestado fitossanitário. A dificuldade neste caso foi comprovar a origem das árvores, que teriam vindo da Argentina. O motorista apresentou apenas uma nota fiscal de transporte entre Goiás e Minas Gerais, mas a carreta foi carregada em uma cidade catarinense próxima à fronteira com o país vizinho, o que levantou suspeita da PRF.
As autoridades ressaltaram que a apuração segue para verificar se houve descumprimento das normas de importação de espécies vegetais e se há riscos ambientais ou sanitários associados à carga.

