O Banco Central estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países e a plataformas multilaterais de pagamentos instantâneos. A proposta busca reduzir custos das transações internacionais e ampliar o acesso a remessas e compras com liquidação em poucos segundos.
Segundo o BC, estão em discussão acordos bilaterais e a participação em estruturas internacionais que permitam a realização de operações diretamente em moeda local. A instituição também acompanha modelos semelhantes que já vêm sendo desenvolvidos por empresas brasileiras e estrangeiras.
A agenda de novos produtos inclui o Pix por aproximação sem conexão com a internet e o Pix Automático como alternativa ao débito em conta.
Outra iniciativa em estudo é o uso de fluxos futuros de recebimentos via Pix como garantia para financiamentos. O Banco Central avalia que a medida pode melhorar a qualidade das garantias e reduzir o custo do crédito, principalmente para empresas que utilizam o sistema com frequência.
A instituição também analisa mudanças no campo de mensagens das transferências após identificar casos de ofensas, ameaças e intimidações associados a operações de pequeno valor. Um grupo de trabalho foi criado para avaliar possíveis medidas regulatórias.
Na área de segurança, o BC prevê oito ações para reforçar o combate às fraudes. Entre elas estão critérios mínimos para identificar operações suspeitas, um indicador de probabilidade de fraude calculado em tempo real com inteligência artificial, padronização de alertas e aprimoramento do compartilhamento de informações para bloqueios cautelares.
O Pix também foi citado pelo governo dos Estados Unidos entre as justificativas para tarifas impostas a produtos brasileiros. O governo brasileiro contesta essa interpretação.

