O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2), durante convenção nacional realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A chapa será novamente formada com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a composição das eleições de 2022.
A candidatura reúne a coligação integrada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (formada por PT, PV e PCdoB) e pela Federação PSOL/Rede. O PDT foi a primeira legenda a formalizar apoio a Lula, ainda em 20 de julho, consolidando a aliança da esquerda para a disputa nacional.
Aos 80 anos, Lula participa pela oitava vez de uma eleição para a Presidência da República. Caso seja eleito, conquistará o quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Ele venceu as eleições de 2002, 2006 e retornou ao governo em 2022.
Com a homologação da candidatura petista, o quadro dos principais concorrentes também está praticamente definido. Já foram oficializados como candidatos o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Renan Santos, do partido Missão.
A convenção ocorre em meio ao avanço de investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de dois inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção e possível atuação na intermediação de interesses junto a órgãos públicos. A ação também investiga supostos repasses relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A defesa de Fábio Luís nega qualquer irregularidade e sustenta que não existem elementos que justifiquem as investigações. O presidente Lula também se manifestou sobre o caso, afirmando que o filho responderá às apurações na Justiça como qualquer cidadão, sem interferência do governo federal ou tratamento diferenciado.
Com a convenção encerrada, a campanha presidencial entra na fase de preparação para o início oficial da propaganda eleitoral, quando os candidatos intensificarão as agendas pelo país, apresentarão suas propostas aos eleitores e podem usar os números na urna eletrônica e pedir voto.

