A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizam uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a facções criminosas que teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024.
A Operação Hawala cumpre mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e em Foz do Iguaçu (PR). Segundo as investigações, os valores eram provenientes da venda de drogas ilícitas de grupos como Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
O Ministério Público denunciou 22 pessoas à Justiça. Foram expedidos mandados de prisão contra dez investigados e, até o início da manhã, oito pessoas haviam sido presas.
A investigação começou após a descoberta de um esquema usado para lavar dinheiro de um grupo criminoso que atua no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro. Com o avanço dos trabalhos, os investigadores identificaram ligações com outros grupos criminosos.
Segundo a polícia, empresas de fachada eram utilizadas para dar aparência legal aos recursos obtidos de atividades criminosas. Entre as estratégias estavam depósitos fracionados, uso de pessoas interpostas, participação de contadores e criação de empresas sem capacidade financeira compatível com os valores movimentados.
Foram analisadas centenas de transações bancárias e empresas ligadas aos denunciados. As movimentações identificadas estavam acima da capacidade econômica dos envolvidos.
A Polícia Civil também apura uma possível conexão internacional do esquema. Os investigadores verificam se parte da estrutura financeira teria relação com organizações consideradas terroristas no exterior.

