O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos e da professora Monique Medeiros pela morte de Henry Borel chegou ao sétimo dia neste domingo (31), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A expectativa é que a sessão continue ao longo da próxima semana.
Neste fim de semana, os jurados passaram a ouvir as testemunhas de defesa. Entre elas esteve Bryan Medeiros da Costa Silva, que descreveu a ré como uma mãe dedicada e afirmou que a família jamais suspeitou de agressões por parte de Jairinho.
Bryan também declarou que, após a divulgação dos laudos que apontavam lesões provocadas por violência, Jairinho teria tentado convencer Monique a apresentar uma versão diferente dos fatos. Segundo ele, isso levou a família a buscar uma defesa separada para a mãe de Henry.
A acusação, no entanto, sustenta que os depoimentos não alteram o conjunto de provas reunido durante a investigação. Peritos e policiais ouvidos anteriormente relataram que as lesões encontradas no corpo da criança são compatíveis com agressões e descartaram a hipótese de que os ferimentos tenham sido causados durante tentativas de reanimação no hospital.
De acordo com o Ministério Público, Jairinho espancou Henry até a morte na madrugada de 8 de março de 2021, enquanto Monique teria se omitido diante das agressões. Os dois negam as acusações.

