A prévia da inflação oficial de março ficou em 0,44%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é menor que o registrado em fevereiro, quando ficou em 0,84%.
Em comparação com março do ano passado, quando a taxa foi de 0,64%, também houve desaceleração. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma alta de 3,9%, dentro da meta do governo, que permite até 4,5%.
Entre os grupos analisados, todos apresentaram alta, com destaque para alimentos e bebidas, que subiram 0,88% e tiveram impacto de 0,19 ponto percentual no índice.
Outros grupos também registraram aumento, como habitação (0,24%), transportes (0,21%), saúde (0,36%) e despesas pessoais (0,82%).
Dentro da alimentação, os produtos consumidos em casa subiram 1,10%. Entre os itens com maior alta estão o açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%).
As carnes tiveram impacto de 0,04 ponto percentual no índice, enquanto o leite contribuiu com 0,03 ponto. Já o feijão e o açaí impactaram 0,02 ponto cada.
As passagens aéreas foram o item com maior impacto individual, com alta de 5,94% no mês.
Já os combustíveis apresentaram queda média de 0,03%. O gás veicular caiu 2,27%, o etanol recuou 0,61% e a gasolina teve leve queda de 0,08%. Por outro lado, o diesel subiu 3,77%.
A alta do diesel está relacionada ao cenário internacional, especialmente à guerra no Irã. No Brasil, a Petrobras reajustou o preço em R$ 0,38 por litro, enquanto o governo reduziu tributos para conter os impactos.
