O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, movimentou R$ 19,5 milhões entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026. As informações constam em dados bancários encaminhados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A informação foi confirmada pelo jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com os registros da conta no Banco do Brasil, foram identificados R$ 9,774 milhões em créditos, referentes às entradas de recursos, e R$ 9,758 milhões em débitos, relacionados às saídas de valores no período analisado.
Segundo os dados, a maior parte das entradas de recursos tem origem em rendimentos das empresas LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia. A primeira empresa teria repassado cerca de R$ 2,3 milhões, enquanto a segunda registrou transferências de aproximadamente R$ 772 mil.
Também foram identificados repasses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho. Os registros apontam transferências que somam R$ 721 mil, realizadas em julho de 2022 e dezembro de 2023.
Entre os pagamentos a terceiros, os dados apontam transferências de R$ 704 mil para Jonas Suassuna Filho, proprietário do sítio localizado em Atibaia. Também foram identificados pagamentos feitos a Kalil Bittar.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que todos os bens e movimentações financeiras estão devidamente registrados e declarados ao fisco. Segundo os advogados, os valores são resultado de atividades profissionais legítimas ou de herança deixada por Marisa Letícia.
Ainda de acordo com a defesa, os valores recebidos do presidente Lula foram classificados como adiantamento de herança, devolução de despesas referentes ao período em que o presidente esteve preso ou empréstimo à empresa L.I.L.S. Palestras.
Os advogados também afirmam que os pagamentos feitos a Jonas Suassuna se referem ao aluguel da casa onde Lulinha residia. Já os valores destinados a Kalil Bittar seriam relacionados à aquisição de cotas da empresa G4.
A defesa criticou o vazamento das informações e classificou a divulgação dos dados como um crime grave. Os advogados afirmaram ainda que não tiveram acesso oficial aos documentos produzidos pela CPI.
No campo jurídico, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu de forma liminar a quebra de sigilo da empresária Roberta Moreira Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. A defesa do empresário tenta agora estender a decisão para também anular a quebra de sigilo dele.
A decisão do Supremo gerou reação no Congresso Nacional. Integrantes da cúpula da CPI do INSS criticaram a intervenção do STF e classificaram a suspensão da quebra de sigilo como uma afronta ao Parlamento.

