As novas regras de segurança do Pix entraram em vigor nesta segunda-feira (2) e trazem mudanças importantes para quem usa o sistema de pagamentos instantâneos. As medidas, definidas pelo Banco Central, têm como foco principal acelerar a devolução de valores em casos de fraude e dificultar a ação de golpistas.
A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite acompanhar com mais precisão o caminho do dinheiro, mesmo quando ele é transferido rapidamente para outras contas — prática comum em crimes financeiros. Com isso, o BC espera aumentar a taxa de recuperação dos valores e reduzir significativamente os golpes bem-sucedidos.
Outra mudança importante é a maior integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança. Além disso, o processo de contestação ficou mais simples: o cliente pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar falar com um atendente.
O Banco Central reforça que o MED só pode ser usado em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro da instituição financeira. Transferências feitas para a pessoa errada por erro do próprio usuário não entram nessa regra.
Entre as mudanças estão o rastreamento do dinheiro entre contas intermediárias, o bloqueio automático de contas suspeitas e a redução do prazo para devolução, que pode chegar a até 11 dias após a contestação.
Criado em 2021, o MED é um dos principais instrumentos de segurança do Pix. Com as novas regras, a expectativa é ampliar a proteção dos usuários e desestimular o uso de contas para práticas criminosas.

