O governo federal vai propor ao Congresso que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed, passe a funcionar também como exame de proficiência para médicos recém-formados. A ideia é que o registro profissional dependa do desempenho do candidato na avaliação.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a proposta é considerada mais vantajosa porque o exame avalia o progresso do estudante ao longo da graduação e é aplicado pelo Ministério da Educação, com foco na qualidade da formação médica. A mudança exigiria alteração na legislação e, se aprovada, só valeria para edições futuras do exame.
O ministro destacou que a maioria dos estudantes teve bom desempenho no Enamed e que os resultados devem servir principalmente para orientar melhorias nas instituições com avaliação insuficiente. Já entidades médicas divergem sobre o uso do exame como filtro para o exercício profissional, o que deve intensificar o debate no Congresso.

