A Lei do Salário Mínimo completou 90 anos nesta quarta-feira (14) e foi celebrada pelas centrais sindicais, que destacaram a importância do piso nacional para trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas.
Para João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, o salário mínimo é essencial como instrumento de distribuição de renda e referência para categorias sem piso próprio.
Ele lembra que a política de aumento real foi interrompida nos últimos governos e retomada na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda que de forma mais moderada.
Já Ariovaldo de Camargo, da CUT, avalia que o salário mínimo ainda está abaixo do necessário e defende uma política de recuperação mais acelerada e permanente, como política de Estado.
O presidente da CTB, Ronaldo Leite, destacou que o piso garante um mínimo de poder de compra, mas reconheceu que houve perda ao longo dos anos. Segundo ele, o Dieese estima que o salário mínimo ideal hoje seria de R$ 7.106,83.

