O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em rede nacional nesta quarta-feira, 24 de dezembro, para desejar boas festas e apresentar um balanço das ações do governo em 2025. Segundo ele, foi um ano difícil, com desafios, mas em que o povo brasileiro saiu vencedor.
Lula afirmou que o Brasil viveu um ano histórico e destacou conquistas sociais e econômicas. Entre elas, citou a saída do país do Mapa da Fome, a retomada do Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização do salário mínimo.
O presidente também destacou o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Segundo ele, a medida vai garantir mais dinheiro no bolso de milhões de famílias a partir de janeiro, ajudando nas contas do dia a dia e movimentando a economia.
Na área de emprego, Lula comemorou a menor taxa de desemprego da história, o aumento do trabalho com carteira assinada e a elevação da renda média. Ele afirmou ainda que a inflação acumulada será a menor já registrada e que dois milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família em 2025 por melhora na renda.
Na saúde, o presidente citou o programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir filas no SUS. Também mencionou programas como Pé-de-Meia, Gás do Povo, Luz do Povo e a retomada do Minha Casa Minha Vida, que voltou a atender a classe média. Obras do Novo PAC e a Transposição do Rio São Francisco também foram lembradas.
Sobre os desafios para 2026, Lula apontou o combate ao crime e à violência. Ele afirmou que a Polícia Federal tem atuado contra o crime organizado e que ninguém está acima da lei. O presidente também falou sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres e disse que o tema será prioridade.
No cenário internacional, Lula afirmou que o Brasil voltou a ser respeitado no mundo. Ele citou o sucesso da COP30, realizada em Belém, e destacou a atuação do governo contra o chamado tarifaço, apostando no diálogo e na diplomacia para proteger empregos e empresas.
No fim do discurso, o presidente defendeu o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, sem redução de salário. Segundo ele, é preciso garantir mais tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida aos trabalhadores.

