A relação entre Estados Unidos e Venezuela passou por forte escalada militar desde o início do ano. Com a chegada de Donald Trump ao poder, os EUA começaram a adotar medidas mais duras contra o governo de Nicolás Maduro.
Em fevereiro, o governo americano classificou oito grupos criminosos venezuelanos como organizações terroristas. A decisão permitiu deportações de venezuelanos, mas o processo foi interrompido pela Justiça.
A situação se agravou a partir de agosto, quando os EUA enviaram navios, jatos e um submarino nuclear para o Caribe. Em seguida, começaram uma série de ataques a embarcações que, segundo o governo americano, transportavam drogas para os Estados Unidos.
Entre setembro e novembro, foram mais de 20 ataques registrados no Caribe e no Pacífico, com dezenas de mortes. Os EUA afirmam que os alvos estavam ligados ao narcotráfico ou ao grupo Tren de Aragua.
Trump também autorizou operações secretas da CIA dentro da Venezuela e afirmou que pode realizar ações por terra. No fim de novembro, os Estados Unidos fecharam o espaço aéreo venezuelano e recomendaram que cidadãos americanos deixem o país.
No início de dezembro, o governo americano suspendeu pedidos de imigração de cidadãos da Venezuela e de outros países. A tensão continua alta e sem perspectiva de melhora.
