O ex-diretor do INSS Jucimar Fonseca da Silva prestou depoimento nesta segunda-feira (1º) à CPMI do INSS, no Congresso. Ele foi levado pela Polícia Legislativa após faltar duas vezes aos chamados da comissão.
Jucimar é investigado por apoiar a liberação de descontos em massa na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, mesmo com parecer contrário do Ministério Público. Ele foi afastado do cargo em abril, durante a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
No depoimento, Jucimar negou ter recebido indicação política e também disse não ter recebido propina. Segundo ele, não tinha poder para autorizar pagamentos, apenas para emitir pareceres técnicos.
Entre 2022 e 2024, os descontos cresceram de forma acelerada. Em 2022, somaram R$ 800 milhões. Em 2023, chegaram a R$ 1,6 bilhão. Em 2024, subiram para R$ 3,5 bilhões. Também aumentou o número de acordos com entidades, que passou de 16 para 40.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, disse que Jucimar teve oportunidade de suspender descontos considerados suspeitos, mas não o fez. Ele citou o caso da Conafer, apontada como parte de um esquema que atingiu milhões de aposentados.
Outro depoente, Sandro Temer de Oliveira, não compareceu. Ele está preso em Sergipe e conseguiu habeas corpus para não depor. A ausência gerou críticas entre os parlamentares

