Cerca de 500 mil pessoas participaram, nesta quinta-feira (25), da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver, em Brasília. O ponto de partida foi uma grande escultura inflável de uma mulher negra, com 14 metros de altura e faixa presidencial com a frase “Mulheres Negras Decidem”.
O ato reuniu mulheres de todas as regiões do Brasil e também participantes de mais de 40 países. A marcha levou reivindicações sobre direitos, combate ao racismo, visibilidade e políticas públicas para a população negra.
Representantes do movimento afirmaram que o objetivo é reforçar que o Estado tem o dever de olhar para a população negra e garantir dignidade e oportunidades. Fotos de vítimas de violência nas favelas do Rio de Janeiro foram exibidas em um grande painel no início da marcha.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, participou do ato e lembrou da irmã, Marielle Franco, assassinada em 2018. Ela afirmou que a presença do ministério simboliza uma ponte entre o movimento e o Estado.
Integrantes do Movimento Mães de Maio também estiveram na marcha e pediram o fim da violência contra jovens negros. Para elas, o racismo e o machismo tornam as mulheres negras ainda mais vulneráveis.
Outro destaque do evento foi o pedido para que uma mulher negra ocupe a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. No entanto, a sabatina do indicado à vaga, Jorge Messias, já está marcada para o dia 10 de dezembro no Senado.
Mulheres quilombolas também participaram da marcha, defendendo a preservação dos territórios tradicionais e o combate ao racismo estrutural. Segundo elas, esses espaços mantêm cultura, biodiversidade e segurança alimentar.
O evento terminou com a reafirmação da luta das mulheres negras brasileiras, afro-latinas e afro-caribenhas por igualdade, segurança e direitos, com a mensagem de que essas pautas são essenciais para um futuro mais justo.

