A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta segunda-feira (24), para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está detido desde sábado (22) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O julgamento acontece no plenário virtual e segue até as 20h. Votaram para manter a prisão os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia.
Segundo Moraes, Bolsonaro descumpre medidas cautelares desde julho, quando foi proibido de usar redes sociais. O ministro também citou novos descumprimentos, como participação indireta em manifestações e, por fim, a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica na madrugada de sexta para sábado.
Na audiência de custódia, realizada no domingo (23), Bolsonaro admitiu que tentou mexer na tornozeleira por “paranoia” causada pela combinação de medicamentos. Ele negou intenção de fuga.
Moraes afirma que a prisão é necessária para garantir a ordem pública e impedir novas violações. O ministro também mencionou a vigília convocada por aliados em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, o que poderia causar tumulto.
O ex-presidente ainda responde ao processo em que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Essa condenação ainda não está em fase de cumprimento, pois resta a análise de recursos da defesa.
