O Brasil voltou a registrar aumento no número de trabalhadores sindicalizados após mais de dez anos seguidos de queda. Em 2024, o país ganhou 812 mil novos associados e chegou a 9,1 milhões de pessoas filiadas a sindicatos. O número representa 8,9% dos trabalhadores ocupados.
Mesmo com a alta, o total ainda está muito abaixo do registrado em 2012, quando o país tinha 14,4 milhões de sindicalizados. O levantamento faz parte de uma edição especial da Pnad Contínua, do IBGE.
Os dados mostram que a queda mais forte aconteceu depois de 2017, ano da aprovação da reforma trabalhista, que acabou com a contribuição sindical obrigatória. Para o analista William Kratochwill, a retomada recente pode indicar que trabalhadores voltaram a ver importância na atuação dos sindicatos.
A maior parte dos novos filiados tem mais de 30 anos. Os jovens aparecem com baixa participação. No grupo de 14 a 19 anos, a taxa de sindicalização é de apenas 1,6%.
O setor público continua sendo o grupo com maior presença de sindicalizados. Entre os trabalhadores com nível superior completo, a taxa de filiação chega a 14,2%.
O estudo também aponta queda no número de pessoas ligadas a cooperativas. Em 2012 eram 1,5 milhão de trabalhadores; em 2024, o total caiu para 1,3 milhão.

