As autoridades da Venezuela libertaram 18 prisioneiros políticos da oposição, dias depois de uma incursão militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente deposto Nicolás Maduro, segundo grupos de direitos humanos. A ação foi divulgada neste sábado (10) por entidades que acompanham o processo no país sul-americano.
O anúncio da libertação foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, na quinta-feira passada, embora ele não tenha divulgado detalhes sobre os nomes ou as condições dos libertados. No mesmo dia, o governo da Espanha informou que cinco de seus cidadãos também haviam sido soltos.
A medida acontece após a intervenção militar americana em janeiro, que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a libertação dos presos como um “sinal da busca pela paz” e anunciou o cancelamento de uma segunda onda planejada de ataques contra a Venezuela.
Organizações como o Foro Penal estimam que ainda haja cerca de 863 presos políticos no país, entre venezuelanos e estrangeiros, incluindo ativistas, jornalistas e opositores detidos após as eleições de 2024. Nem o governo venezuelano nem o procurador-geral confirmaram oficialmente o número de libertados até o momento.
A libertação ocorre em meio a forte crise política internacional, com debates sobre relações diplomáticas, direitos humanos e futuro da Venezuela após a intervenção militar e a mudança temporária na liderança do país.

