A Secretaria Municipal de Saúde mantém a vacinação contra a Chikungunya para pessoas de 18 a 59 anos em São José do Rio Preto. Cerca de 1,3 mil doses ainda estão disponíveis e serão aplicadas enquanto houver estoque. Desde o início da estratégia, mais de 3 mil pessoas já receberam o imunizante no município.
A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Atendimento Pediátrico da Região Norte. O esquema é de dose única e a vacinação é destinada a adultos que não apresentem contraindicações.
A Chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da zika. A doença pode provocar febre alta de início súbito e dores nas articulações, principalmente nos pés, mãos, tornozelos e punhos. Os sintomas podem permanecer por meses ou anos em alguns casos.
Em Rio Preto, 23 casos de Chikungunya foram confirmados neste ano.
A técnica de enfermagem Rúbia Dinardi teve a doença em maio de 2024 e ainda apresenta sequelas, como artrose crônica e limitações de movimento. Ela recomenda que as pessoas aproveitem a disponibilidade da vacina.
“Hoje a mensagem que eu deixo pras pessoas é que elas aproveitem a oportunidade para se vacinar, pois a doença é difícil. O processo é dolorido e pode deixar complicações neurológicas. Então, não percam essa oportunidade”.
A vacina contra a Chikungunya começou a ser utilizada pelo SUS em fevereiro de 2026, dentro de uma estratégia-piloto que incluiu municípios prioritários, entre eles Rio Preto, Mirassol e Bady Bassitt. O imunizante ainda não está disponível na rede particular.
A vacinação é contraindicada para gestantes e mulheres em período de amamentação, pessoas com alergia a componentes da vacina e imunossuprimidos, incluindo transplantados, pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV/AIDS ou que utilizam medicamentos imunossupressores.
Também há contraindicações relacionadas à presença de mais de uma condição médica crônica ou não controlada, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, pulmonares, renais ou hepáticas, obesidade e câncer. A avaliação deve ser feita pelo profissional de saúde.
A vacinação deve ser adiada em caso de doença febril aguda ou após um caso recente confirmado de Chikungunya. Nessa situação, a orientação é aguardar 30 dias após o fim dos sintomas.
Também é necessário respeitar intervalos em relação a outras vacinas. Após vacinas inativadas, como Influenza, Covid-19, tétano e hepatite B, o intervalo informado é de 14 dias. Para vacinas atenuadas, como febre amarela, dengue, varicela e tríplice viral, o intervalo é de 30 dias. Os mesmos períodos devem ser observados após a vacinação contra Chikungunya.

