A oposta Tifanny, do Osasco São Cristóvão Saúde, se manifestou sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições femininas a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer. A jogadora, de 41 anos, afirmou que considera a medida um “enorme retrocesso” e que pretende buscar alternativas para continuar atuando.
Tifanny foi a primeira mulher transgênero a disputar a Superliga Feminina, em 2017, e conquistou o título da competição em 2025. Segundo a atleta, a nova política afeta sua carreira e também o clube, torcedores e patrocinadores.
“A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim”, declarou.
A manifestação ocorreu após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista, no sábado (15). Tifanny marcou 19 pontos, mas o Pinheiros venceu por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11.
A participação da jogadora foi mantida porque a Federação Paulista de Volleyball informou que o campeonato seguiria o regulamento vigente desde o início da competição. A CBV anunciou a nova política na sexta-feira (14), com validade para as edições deste ano da Superliga e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.
A nova regra prevê, entre outros critérios, a apresentação de resultado negativo para o gene SRY. Antes, a participação de mulheres trans era condicionada ao cumprimento de limite estabelecido para os níveis de testosterona sérica.

