A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal marcou para 24 de fevereiro de 2026 o início do julgamento sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em março de 2018 no Rio de Janeiro. O ministro Flávio Dino, presidente da Turma, confirmou três sessões para analisar o caso.
O julgamento será possível após o relator, ministro Alexandre de Moraes, liberar o processo. Por causa do recesso do Judiciário, os trabalhos devem começar apenas no ano que vem.
São réus o conselheiro Domingos Brazão, o ex-deputado Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major Ronald Alves de Paula e o ex-policial Robson Calixto. Todos estão presos preventivamente.
A delação de Ronnie Lessa, autor dos disparos, aponta que os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa teriam participado do planejamento do crime. A Polícia Federal concluiu que o assassinato está ligado ao posicionamento político de Marielle contra interesses de grupos ligados às milícias.
Os acusados negam participação no caso.

