A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado realizou audiência pública para discutir a situação financeira do Banco de Brasília (BRB), marcada por críticas à falta de divulgação do balanço referente a 2025 e pela cobrança de mais transparência sobre o acordo firmado para socorrer a instituição.
Durante a reunião, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, confirmou que o banco necessita de R$ 8,8 bilhões para enfrentar prejuízos relacionados às negociações envolvendo o Banco Master. O plano prevê empréstimo de R$ 6,6 bilhões obtido pelo Governo do Distrito Federal junto ao Fundo Garantidor de Crédito, além de R$ 2,2 bilhões provenientes de operações de securitização.
O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que ainda não há clareza sobre o tamanho efetivo das perdas financeiras do banco e questionou como o Supremo Tribunal Federal homologou o acordo sem a publicação do balanço anual da instituição.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) também criticou o modelo de financiamento, alegando que o compromisso compromete futuros governos do Distrito Federal e pode reduzir recursos destinados a áreas como saúde, educação e segurança pública.
Autora do pedido de audiência, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou que não é contrária ao apoio financeiro ao BRB, mas defendeu ampla divulgação dos dados sobre a operação, destacando que a crise ultrapassa os limites do Distrito Federal por envolver depósitos judiciais de diversos estados e parcela significativa do financiamento imobiliário da capital do país.

