Rio Preto alcançou 19,48 pontos no diagnóstico do Ecossistema Local de Inovação (ELI), programa do Sebrae-SP que avalia o nível de desenvolvimento do ambiente de inovação dos municípios. O resultado coloca Rio Preto no estágio “Em Desenvolvimento”, faixa entre 18 e 23,99 pontos.
O diagnóstico foi apresentado nesta quinta-feira (13), durante o segundo workshop do ELI. A avaliação considera seis vertentes e 17 componentes, com participação de empresas, universidades, entidades e representantes do poder público.
Governança e Políticas Públicas receberam nota 4,00. Programas e Ações e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs) alcançaram 3,75. Ambientes de Inovação tiveram 2,64.
Entre os indicadores, o protagonismo empresarial recebeu nota 4. A formação de talentos também alcançou 4, enquanto o Parque Tecnológico obteve 4 em efetividade e integração.
A Acirp participa do ecossistema por meio do Hub de Inovação, instalado pela entidade no Parque Tecnológico. O espaço busca aproximar empresas, startups, universidades e outros agentes ligados à inovação.
“O diferencial de Rio Preto é ter empresas, conhecimento, formação profissional e ambientes de inovação que começam a atuar de forma cada vez mais conectada. É essa aproximação que pode transformar tecnologia em produtividade, competitividade e novos negócios”, afirmou o presidente da Acirp, Jean Daher.
O diagnóstico também identificou a presença de atividades relacionadas à tecnologia na economia local. Computação representa 15,12% entre as áreas avaliadas, enquanto Serviços de Apoio à Saúde aparecem com 20,93%. Mecânica e Automação e Saúde representam 11,63% cada.
Na análise das vocações econômicas, os Serviços de Tecnologia da Informação correspondem a 10,24% das atividades, atrás apenas dos serviços relacionados à atenção à saúde humana.
O principal ponto de atenção identificado foi o acesso a capital. A vertente recebeu nota 1,33. Investidores-anjo tiveram nota 1 e venture capital ficou em zero. O levantamento aponta baixa oferta de capital privado especializado para startups e conexões ainda limitadas com aceleradoras, investidores e mercados externos.
“O próximo salto do nosso ecossistema” passa por aproximar empresas, tecnologia, investimento e mercado, segundo Daher.
O ELI terá novas etapas para definir diretrizes de governança, objetivos e plano de ação para o ecossistema de inovação de Rio Preto.

