Um relatório da Universidade Federal Fluminense identificou 975 conflitos ligados à mineração e à água em 736 localidades do Brasil em 2024. O levantamento aponta que mais de um milhão de pessoas foram afetadas, com média de 2,4 conflitos registrados por dia.
Minas Gerais concentrou o maior número de ocorrências, seguido por Pará, Bahia e Alagoas. O estudo também identificou 329 novas localidades com conflitos, ampliando o alcance territorial do problema.
Entre os registros estão invasões de terra, ameaças, intimidações, violência armada e mortes de trabalhadores. Segundo os pesquisadores, apesar da redução no número total de pessoas atingidas em relação ao ano anterior, houve aumento na dispersão dos conflitos.
Empresas citadas no relatório afirmaram manter canais de diálogo com comunidades e destacaram ações de reparação e compensação ambiental. Pesquisadores, no entanto, apontam contradições entre os discursos institucionais e os impactos registrados nos territórios.

