Nenhuma mulher atendida pela Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal foi vítima de feminicídio em São José do Rio Preto desde 9 de março de 2020, quando o programa começou. O número representa mais de sete mil mulheres protegidas ao longo dos últimos cinco anos e confirma a importância da atuação da rede municipal de apoio.
O resultado recebeu reconhecimento estadual. A Patrulha foi premiada pelo Prêmio Paulista de Qualidade em Gestão, na categoria Inovação. A cerimônia aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa de São Paulo, no dia 5 de dezembro, com a presença do comandante da GCM Marcos Boaventura, do subinspetor Luiz Augusto Neves e do coronel Ubirajara Pisani.
Segundo Neves, a Patrulha cresceu muito desde sua criação. “Começamos com duas equipes e hoje temos cinco. Todos os relatórios são digitais, o que dá mais agilidade ao trabalho e melhora a integração com Ministério Público, Justiça e toda a rede de atendimento.”
Um dos avanços recentes é o aplicativo Botão Mulher Segura. Com um único toque, a mulher consegue enviar alerta para a GCM, que recebe a localização e inicia uma videochamada quando há internet. A tecnologia permite resposta rápida e reforça o atendimento em casos de urgência.
A Patrulha acompanha mulheres com medida protetiva concedida pelo Poder Judiciário. Guardas realizam visitas periódicas, verificam se há risco, identificam aproximação de agressor e orientam sobre direitos e segurança. Quando há flagrante de descumprimento da medida, o agressor é preso e levado à Delegacia de Defesa da Mulher.
Além do prêmio por Inovação, a Guarda Civil Municipal também recebeu reconhecimento na categoria Modelo em Excelência da Gestão, por boas práticas administrativas e operacionais.
A Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial reforça o trabalho. Para a secretária Rosicler Quartieri, a atuação conjunta com os CRAMs é essencial para o atendimento humanizado das vítimas. Entre janeiro e outubro de 2025, os centros realizaram mais de 12 mil atendimentos.
Números da Patrulha Maria da Penha:
• Zero feminicídio desde 2020
• 7.449 mulheres atendidas desde a criação
• 526 agressores presos em flagrante desde 2020
• 1.593 mulheres atendidas em 2025
• 2.360 visitas preventivas em 2025
• 105 prisões em flagrante por descumprimento da medida protetiva em 2025
• Dez guardas dedicados às visitas, com toda a corporação atuando em casos urgentes

