O Senado instalou nesta terça-feira (4) a CPI do Crime Organizado, que terá 120 dias de funcionamento, prorrogáveis por igual período. A oposição queria comandar a comissão, mas a base do governo garantiu a presidência para o senador Fabiano Contarato (PT-ES). A relatoria ficou com Alessandro Vieira (MDB-SE). A infgormação é do portal de notícias do jornal Gazeta do Povo.
A estratégia da oposição é usar a CPI para mostrar que estados governados pela direita são mais seguros que os administrados pela esquerda. Representantes de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal foram convidados a depor. Também serão chamados representantes de estados com altos índices de violência, como Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amapá.
Senadores da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Girão (CE), criticaram a manobra do governo que garantiu o comando da CPI à base aliada. Eles afirmam que a comissão será usada para expor a crise de segurança e a ação do crime organizado no país.
O presidente da CPI, Contarato, disse que atuará de forma independente e que a segurança pública não deve ser pauta apenas da direita. Ele destacou que apoiou projetos de lei para restringir saídas temporárias de presos e aumentar punições para adolescentes envolvidos em crimes graves.
A oposição também deve explorar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre operações policiais, como a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortes. A fala do presidente gerou críticas de políticos e da opinião pública e deve ser usada como contraponto no debate sobre segurança.

